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02/06/2011


que efeito devastador é estar sem ti. tenho a alma destruída e o coração com saudades tuas.
não aguento pensar em tudo o que fiz, e por isso só me resta um grande e sincero pedido desculpa. não sei de mim, estou perdida em tudo o que faço, com a vida que tenho levado dou por mim a fazer coisas que certamente não faria antes. é todo este desespero que me consome, que me transforma em lágrimas derramadas sem fim e o pior é que não consigo falar de tudo isto com ninguém, tenho todos os meus pensamentos acumulados na minha mente e tudo se torna mais difícil assim. é horrível saber que te magoei sem dar por isso, e acredita que não foi por mal. nada do que faço de errado contigo é por mal. só quero voltar para os teus braços o mais depressa possível, amanha já. 
penso em ti todos os segundos, em como estás, se estás bem ou mal, no que estarás também a pensar, em tudo. eu não me reconheço, não sei o que me deu pela cabeça mas sei que foi a pior coisa que fiz.
és uma pessoa incrível, fantástica e linda, não mereces nem metade disto tudo.
eu quero ser perfeita para ti porque és perfeito para mim, quero agradecer-te tudo o que fazes por mim, quero mostrar-te que te dou o devido valor. eu amo-te de corpo e alma, e estar sem ti é o mesmo que não respirar, tu sabes.preciso de ti agora.

desculpa.

31/05/2011

there's no language for how i'm feeling

cheguei a casa e tive que me deitar sem nem mais uma palavra querer ouvir. tinha a cabeça em água a ferver, e o coração cansado e magoado. hoje foi a gota final do imenso oceano que criei sem dar conta. um oceano que arrastou tudo o que tinha sem piedade, a minha dignidade, o meu bom senso, o meu porto de abrigo, a minha pessoa. levou-me tudo, já não sei de mim. se existem tsunamis é aqui, na minha alma, na minha casa. só queria que o tempo volta-se atrás e com ele viesse o que fui. preciso de descanso e não há nada neste momento que me dê a chave para abrir a paz. e escrever esta palavra cria uma certa nostalgia, pois paz é coisa que não tenho desde há uns meses atrás. quis percorrer duas estradas diferentes ao mesmo tempo, mas não consegui e agora estou perdida. ambas as estradas me chamam mas tenho o coração de tal modo fraco que não tem poder de escolha. se pudesse voar já o tinha feito, para um lugar bem longe de tudo, da mentira, da falsidade, da hipocrisia, da mal interpretação, até de mim. estou tão farta de tudo, há meses que espero pela bonança na minha vida, pois nela a tempestade já permaneceu tempo a mais para meu gosto. mas o que é que posso fazer mais? aliás, nem tenho a certeza que se tenho forças para mais! nada do que eu faço é reconhecido, já nada do que eu digo é confiante nos outros, logo, estou desfeita sem o poder dos meus actos nas minhas mãos.
um dia faço como os pássaros livres, arranjo asas e emigro.